sexta-feira, 1 de julho de 2011

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DO ALUNO SURDO


Olá!







Essa é uma questão muito relevante no contexto inclusivo. Pois, com as políticas de inclusão do MEC, os alunos surdos estão nas escolas regulares. Porém, muitas vezes, os professores desconhecem as particularidades linguísticas do aluno surdo e depara-se com textos como essa a seguir:












Produção escrita após um passeio realizado
" Nós foi no pic-nic
• (nome do lugar)
• Nós chegamos no pic-nic
• As gente entrou na sala as crianças sentado no chão vai começar o
teatro
• Despois comendo o cachorro-quente e bebendo o guaraná despois
brincar no parque parou jogar o futebol e jogar no quema vamos
ver e procurar o macaco na floresta o macaco fugiu agora vamos
embora. Volta a escola levar as mãos para cozinha." R.A.C.M. 2ª série






Como perceber a avaliação? Segue um texto sobre o assunto!!






















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A Avaliação da Aprendizagem
A avaliação é parte integrante do processo ensino-aprendizagem. A avaliação requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos.
A principal função da avaliação é a diagnóstica por permitir detectar, diariamente, os pontos de conflitos geradores do fracasso escolar. Esses pontos detectados devem ser utilizados pelo professor como referenciais para as mudanças nas ações pedagógicas, objetivando um melhor desempenho do aluno.
A avaliação tem também, a função classificatória, visando à promoção escolar do aluno ou ao levantamento de indicadores quanto ao status quo do indivíduo, num determinado momento, quando este é submetido a testes, provas e exames de caráter específico ou multidisciplinar (pedagógico, médico, fonoaudiológico, psicossocial, etc).
Na avaliação da aprendizagem, o professor não deve permitir que os resultados das provas periódicas, geralmente de caráter classificatório, sejam supervalorizados em detrimento de suas observações diárias, de caráter diagnóstico. O professor, que trabalha numa dinâmica interativa, tem noção, ao longo de todo o ano, da participação e produtividade de cada aluno. É preciso deixar claro que a prova é somente uma formalidade do sistema escolar.
Como em geral, a avaliação formal é datada e obrigatória, deve-se ter inúmeros cuidados em sua elaboração e aplicação. Todo o conteúdo da prova deve estar adequado com o que foi trabalhado, durante as aulas de Português escrito, não dando margem a dúvidas. As questões devem, preferencialmente, estar relacionadas umas com as outras, delineando um contexto lógico em toda a prova.
Na avaliação da aprendizagem do aluno surdo, não se pode permitir que o desempenho lingüístico interfira de maneira castradora na performance acadêmica desses alunos que já possuem, por sua perda auditiva, uma defasagem lingüística no que se refere à Língua Portuguesa (falada e/ou escrita).
Muitas vezes, a imperfeição no desempenho do aluno surdo fica evidenciada em todos os níveis da Língua Portuguesa: fonológico, semântico, morfossintático e pragmático.
Considerando-se que, as instituições de ensino regular não têm como objetivo avaliar o desempenho lingüístico do aluno surdo no nível fonológico e que o nível pragmático é melhor aferido pelas observações do dia a dia, fica sob a responsabilidade do professor a avaliação dos níveis de conteúdo (semântico) e da forma como este é apresentado (morfossintático).
No momento de atribuir conceitos ou estabelecer grau de valor para os materiais lingüísticos produzidos pelo aluno surdo, o professor deverá estar ciente que:
- a dificuldade de redigir em Português está relacionada à dificuldades de compreensão dos textos lidos (conteúdo semântico) e que essas dificuldades impedem a organização ao nível conceitual. O aluno poderá ler, mas confundir o significado das palavras. Muitas vezes, só compreende o significado das palavras de uso contínuo, o que interfere no resultado final do trabalho com qualquer texto, mesmo o mais simples. - as dificuldades que a leitura acarreta ao surdo impedem a expansão do vocabulário, e com isso, provocam a falta de hábito de ler. O reflexo desse círculo vicioso reflete-se na pobreza de vocabulário e na falta de domínio das estruturas (forma) mais simples da Língua Portuguesa. No nível estrutural (morfossintático), observa-se que, mais constantemente, os alunos surdos não conhecem o processo de formação das palavras, utilizando substantivo no lugar de adjetivo e vice-versa, omitem verbos, usam inadequadamente as desinências nominais e verbais, desconhecem as irregularidades verbais, não utilizam preposições e conjunções, ou o fazem inadequadamente,. Além disso, tudo leva a crer que, por desconhecerem a estrutura da Língua Portuguesa, utilizem, freqüentemente, estruturas da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para expressarem por escrito suas idéias. Ao avaliar a produção escrita dos alunos surdos em Língua Portuguesa, os professores deverão ser orientados para que:
o aluno tenha acesso ao dicionário, e se possível, ao intérprete no momento do exame;
a avaliação do conhecimento utilize critérios compatíveis com as características inerentes a esses educandos;
a maior relevância seja dada ao conteúdo (nível semântico), ao aspecto cognitivo de sua linguagem, coerência e seqüência lógica das idéias;
a forma da linguagem (nível morfossintático) seja avaliada com mais flexibilidade, dando maior valor ao uso de termos da oração, como termos essenciais, termos complementares e, por último, os termos acessórios, não sendo por demais exigente no que diz respeito ao elemento coesivo. Assim, ao avaliar o conhecimento do aluno surdo, o professor não deve supervalorizar os erros da estrutura formal da Língua Portuguesa em detrimento do conteúdo. Não se trata de aceitar os erros, permitindo que o aluno neles permaneça, mas sim anotá-los para que sejam objeto de análise e estudo junto ao educando, a fim de que possa superá-los. Além disso, seria injusto duvidar que a aprendizagem efetivamente ocorreu, tendo-se por base unicamente o desempenho lingüístico do aluno surdo, ponto em que se situam suas principais necessidades especiais.
A avaliação da aprendizagem do aluno surdo é ponto merecedor de profunda reflexão. Todos os profissionais envolvidos nesse processo deverão estar conscientes de que o mais importante é que os alunos consigam aplicar os conhecimentos adquiridos em seu dia a dia, de forma que esses conhecimentos possibilitem uma existência de qualidade e o pleno exercício da cidadania.







Confira ainda outro texto sobre a avaliação do aluno surdo!









































segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um pouco do meu trabalho....



fonte: http://casprpr.blogspot.com/2011/06/oficina-de-portugues-para-surdos.html

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Banca para certificação de proficiência em Libras termina na sexta

30/3/2011 11:20:00


Seed promove banca para cetificação de proficiência em Libras


Tradutores e intérpretes de Língua de Sinais Brasileira (Libras)/Língua Portuguesa dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Curitiba, Área Metropolitana Norte, Área Metropolitana Sul e Paranaguá estão sendo avaliados desde segunda-feira (28) pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio do Centro de Apoio aos Profissionais de Surdos do Paraná (CAS-PR). Até sexta-feira (1º), cerca de 40 inscritos vão passar pela banca do CAS, a única no país que avalia o tradutor e intérprete dentro do contexto educacional. Outra banca, destinada a profissionais dos outros 28 NREs, está prevista para iniciar as inscrições em abril.

De acordo com Walquíria Onete Gomes, responsável pelo Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (Deein), o objetivo principal da prova é atestar a proficiência em Libras para professores do Quadro Próprio do Magistério (QPM) e profissionais contratados por Processo de Seleção Simplificado (PSS) que ainda não podem atuar como tradutores e intérpretes por falta de certificação. Entretanto, a inscrição também foi aberta a pessoas sem vínculo com Estado para a criação de lista de reserva de profissionais certificados, os quais poderão ser chamados em futuros processos seletivos.

A professora da prefeitura de Araucária, Ivelir Neiverth Kubis, aprovada pela banca do CAS na segunda-feira, conta que essa foi a prova mais difícil a que já se submeteu. Ivelir trabalha com alunos surdos há mais de 15 anos, mas apesar de toda a experiência está muito feliz com a aprovação. “São raras as oportunidades para testar o que sabemos”, diz.

NÚMEROS - Existem na Seed cerca de 400 profissionais fluentes em Libras espalhados pelo estado. São 18 escolas entre estaduais, municipais e conveniadas que atendem exclusivamente alunos surdos. No momento o Deein está levantando os estabelecimentos estaduais de educação básica que trabalham em regime de inclusão.

fonte http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/noticias/article.php?storyid=2164

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Banca avalia intérpretes e tradutores em Libras

12/4/2011 18:30:00

Banca avalia intérpretes e tradutores em Libras


Começou nesta segunda-feira (11) a Banca de Proficiência em Tradução e Interpretação em Língua de Sinais Brasileira – Libras/Língua Portuguesa – LP (TILS) para avaliação dos profissionais do Quadro Próprio do Magistério (QPM) e inscritos no Processo Seletivo Simplificado (PSS) envolvidos com a Tradução e Interpretação em Libras/LP. Outros profissionais tradutores e intérpretes que atuam na educação, mas não têm vínculo empregatício com o Estado, e que necessitam de certificação, também serão avaliados.

Todos os Núcleos Regionais de Educação foram contemplados, no total foram ofertadas 80 vagas para suprir a demanda no estado do Paraná. A banca será realizada em três etapas e o candidato aprovado receberá o certificado via internet (e-mail) na semana seguinte ao final do exame. Os trabalhos da banca se encerram na sexta-feira (15).

A diretora do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (Deein), Walquíria Onete Gomes, esteve ontem no Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Júnior – EIFM em Curitiba, para acompanhar o início da banca.

A partir do próximo semestre o objetivo do DEEIN é descentralizar as bancas, que ocorrerão nos próprios municípios. “A equipe do Centro de Apoio aos Profissionais da Educação dos Surdos (CAS) irá até os NREs realizar a seleção dos candidatos tradutores e intérpretes para posteriormente atender as demandas das escolas da rede estadual de ensino”, afirmou a diretora do Departamento.

Para o candidato Rodrigo Amadeo Faganholo, do NRE de Cianorte, a sua participação na banca é importante para melhorar o aprendizado de seus alunos surdos “Acredito que (a banca) irá ajudar no desenvolvimento do aluno”. “Não foi fácil, além do cansaço da viagem, a banca foi muito exigente”, complementou.

Esta é a 3ª edição da banca com os profissionais habilitados pelo estado do Paraná. “Queremos trazer as pessoas que trabalham conosco para certificá-las de maneira coerente e respeitosa” disse Flávia Valente, coordenadora do CAS-PR.


fonte: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/noticias/article.php?storyid=2217

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1a. Turma de LIBRAS

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Concluída a primeira turma de LIBRAS na FESP. A disciplina ocorreu aos sábado (período da tarde) e tem previsão para ocorrer no segundo semestre, tanto de manhã como a tarde.

De acordo com o decreto 5626/2005, fundamentada na Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002, a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) deve constar como disciplina obrigatória dos cursos de Fonoaudiologia e de Formação de professores, assim como disciplina optativa nos outros cursos de Ensino Superior. No 1º. Semestre de 2010, a FESP ofereceu essa disciplina na grade curricular no curso de BSI, aberto aos alunos de outros cursos e à comunidade.

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Foto da Turma

O objetivo dessa disciplina é capacitar os ouvintes na comunicação com pessoas surdas. Porém, além dos sinais, importa preparar os alunos para a compreensão de uma sociedade inclusiva e mais humana.

A LIBRAS é de modalidade visuo-espacial, realizada com as mãos, expressões faciais e corporais. É uma língua completa com gramática própria e funcionamento distinto das línguas orais. As aulas são dinâmicas, abrangendo os vocábulos em sinais, linguística da Libras, gramática, além de exercícios para desenvolver a linguagem corporal e assuntos sobre Educação Especial.

Aproveite essa oportunidade e aprenda a língua de sinais!

Suas mãos podem falar!

Profa. Priscila Soares Vidal Festa

Fonte: http://www.fesppr.br/site/noticias/1788-1a-turma-de-libras/

sábado, 25 de junho de 2011

O Surdo e a História de sua Educação


O Surdo e a História de sua Educação

No passado, os surdos eram considerados incapazes de ser ensi-nados, por isso eles não freqüentavam escolas. As pessoas surdas, princi-palmente as que não falavam, eram excluídas da sociedade, sendo proibidas de casar, possuir ou herdar bens e viver como as demais pessoas. Assim, privadas de seus direitos básicos, ficavam com a própria sobrevivência comprometida.

Os principais registros que temos sobre a História da Educação dos Surdos são:

No final do século XV:

  • não havia escolas especializadas para surdos;
  • pessoas ouvintes tentaram ensinar aos surdos:

  • - Giralamo Cardamo, um italiano que utilizava sinais e linguagem escrita;
    - Pedro Ponce de Leon, um monge beneditino espanhol que utilizava, além de sinais, treinamento da voz e leitura dos lábios.
    Nos séculos seguintes:
  • alguns professores dedicaram-se à educação dos surdos. Entre eles, destacaram-se:

  • - Ivan Pablo Bonet (Espanha)
    - Abbé Charles Michel de I'Epée (França)
    - Samuel Heinicke e Moritz Hill (Alemanha)
    - Alexandre Gran Bell (Canadá e EUA)
    - Ovide Decroly (Bélgica);
  • esses professores divergiam quanto ao método mais indicado para ser adotado no ensino dos surdos. Uns acreditavam que o ensino deveria priorizar a língua falada (Método Oral Puro) e outros que utilizavam a língua de sinais - já conhecida pelos alunos - e o ensino da fala (Método Combinado);
  • em 1880, no Congresso Mundial de Professores de Surdos (Milão - Itália), chegou-se à conclusão de que todos os surdos deveriam ser ensinados pelo Método Oral Puro. Um pouco antes (1857), o professor francês Hernest Huet (surdo e partidário de I'Epée, que usava o Método Combinado) veio para o Brasil, a convite de D. Pedro II, para fundar a primeira escola para meninos surdos de nosso país: Imperial Instituto de Surdos Mudos, hoje, Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), mantido pelo governo federal, e que atende, em seu Colégio de Aplicação, crianças, jovens e adultos surdos, de ambos os sexos. A partir de então, os surdos brasileiros passaram a contar com uma escola especializada para sua educação e tiveram a oportunidade de criar a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), mistura da Língua de Sinais Francesa com os sistemas de comunicação já usados pelos surdos das mais diversas localidades;
  • A.J. de Moura e Silva, um professor do INES, viajou para o Instituto Francês de Surdos (1896), a pedido do governo brasileiro, para avaliar a decisão do Congresso de Milão e concluiu que o Método Oral Puro não se prestava para todos os surdos.
  • No Século XX:
  • aumentou o número de escolas para surdos em todo o mundo;
  • no Brasil, surgiram o Instituto Santa Terezinha para meninas surdas (SP), a Escola Concórdia (Porto Alegre - RS), a Escola de Surdos de Vitória, o Centro de Audição e Linguagem “Ludovico Pavoni” - CEAL/LP - em Brasília-DF e várias outras que, assim com o INES e a maioria das escolas de surdos do mundo, passaram a adotar o Método Oral;
  • a garantia do direito de todos à educação, a propagação das idéias de normalização e de integração das pessoas com necessidades especiais e o aprimoramento das próteses otofônicas fizeram com que as crianças surdas de diversos países passassem a ser encaminhadas para as escolas regulares. No Brasil, as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação passaram a coordenar o ensino das crianças com necessidades especiais (inicialmente denominadas portadoras de deficiências) e surgiram as Salas de Recursos e Classes Especiais para surdos, além de algumas Escolas Especiais, com recursos públicos ou privados;
  • com a organização das minorias no âmbito mundial, por terem garantido seus direitos de cidadãos, as pessoas portadoras de necessidades especiais passaram a apresentar suas reivindicações que, no caso dos surdos, são: o respeito à língua de sinais, a um ensino de qualidade, acesso aos meios de comunicação (legendas e uso do TDD) e serviços de intérpretes, entre outras;
  • com os estudos sobre surdez, linguagem e educação, já no final de nosso século, os surdos assumiram a direção da única Universidade para Surdos do Mundo (Gallaudet University Library - Washington - EUA) e passaram a divulgar a Filosofia da Comunicação Total. Mais recentemente, os avanços nas pesquisas sobre as línguas de sinais, preconiza o acesso da criança, o mais precocemente possível, a duas línguas: à língua de sinais e à língua oral de seu País - Filosofia de Educação Bilingüe.
  • fonte: http://www.ines.gov.br/ines_livros/31/31_PRINCIPAL.HTM